Maria da Conceição Tavares recebe prêmio por trabalho pela soberania do Brasil

Posted by on May 24, 2012 in Uncategorized | No Comments

Maria da Conceição Tavares recebe prêmio por trabalho pela soberania do Brasil

17/05/2012 17:05 – Portal Brasil

A professora de Economia Maria da Conceição Tavares recebeu nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, o prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência, em reconhecimento pelo trabalho em prol do avanço da ciência e pela transferência de conhecimento da academia ao setor produtivo.

Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia homenageia inovadores

 

A iniciativa é do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na edição de 2011, o prêmio contemplou a área de ciências humanas, sociais, letras e artes.

Maria da Conceição de Almeida Tavares foi professora da presidenta Dilma Rousseff, de quem recebeu o prêmio. É graduada em matemática e economia e doutora em economia da indústria e da tecnologia. A economista publicou dezenas de artigos em livros e publicações nacionais e estrangeiras, além de publicar e organizar mais de dez livros e capítulos em mais de 20 livros.

Um dos seus textos mais importantes é Auge e Declínio do Processo de Substituição de Importações no Brasil – Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro, publicado em 1972.O processo de desenvolvimento econômico do Brasil sempre foi uma das suas maiores preocupações acadêmicas. Portuguesa de nascimento e naturalizada basileira, Conceição Tavares já foi deputada federal pelo Rio de Janeiro.

Ao discursar na entrega do prêmio, Dilma Rousseff disse ter Maria da Conceição Tavares como referência não só na época de aluna, como hoje no exercício da Presidência. Ao citar as críticas da economista no processo de autorregulação da economia pelo mercado, Dilma defendeu que o crescimento econômico não pode estar dissociado de melhorias nas condições de vida da população.

“Hoje, não admitimos mais a possibilidade de construir um País forte e rico dissociado de melhorias nas condições de vida de nossa população, nem tão pouco acreditamos mais na delegação da condução de nosso crescimento exclusivamente às forças de autorregulação do mercado, crença, aliás, que Maria da Conceição Tavares sempre corretamente criticou. Vivemos uma grande transformação, uma benigna subordinação da lógica econômica à agenda dos valores indissociáveis da democracia e da inclusão social.”

em

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/05/17/maria-da-conceicao-tavares-recebe-premio-por-trabalhos-sobre-desenvolvimento-economico-do-brasil

http://www.pt.org.br/noticias/view/dilma_crescimento_naeo_pode_estar_dissociado_de_melhorias_na_vida_da_popula

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/05/economia-politica.html

Paula Dib Projectos Possiveis

Posted by on May 16, 2012 in Uncategorized | No Comments

Quando conversava, me veio essa ideia forte de aproveitar o ano propício para intercâmbio entre nossos países para propor um projeto que poderia se chamar “Origem”.

A ideia seria buscar a origem de técnicas tradicionais herdadas dos portugueses, como a renda labirinto por exemplo e propor um reencontro e uma nova troca de saberes que resultaria em uma coleção a ser registrada, exposta e comercializada pelos núcleos produtivos.

Esta foi a ideia que me veio. Gostaria de saber o que vocês acham e podemos construir juntos o projeto.

Consegui algumas informações em uma pesquisa não muito aprofundada. Inicialmente vi a renda Labirinto. Informações nestes links.

http://www.artesol.org.br/site/ilha-do-ferroal/

O bordado labirinto, também conhecido por crivo ou, simplesmente, labirinto, é uma espécie de bordado tradicional do Brasil. Produzido a partir de tecidos finos, especialmente o linho, o artesanato deriva de uma gama extensa de trançados europeus, introduzidos no Brasil por intermédio das colonização portuguesa em idos do século XVII.

Em território tupiniquim, a arte se desenvolveu de forma distinta, combinando diversos elementos da cultura branca a tradições litorâneas já existentes…

E depois vi este projeto chamado Lã Pura, que foi feito no sul do Brasil. Este projeto já tem outras influencias, mas casaria com uma das iniciativas do “Saber Fazer”.

http://www.lapura.com.br/colecoes

Vejam os links e podemos marcar um skype para conversar melhor e aprofundar as ideias.

Um grande abraço,
Paula

http://soto.ed-design.pt/wp-admin/post.php?post=793&action=edit#

Declaração Política na Assembleia da República, sobre a promoção da Jerónimo Martins – 2 de Maio de 2012 – Catarina Martins

Posted by on May 3, 2012 in Uncategorized | No Comments

Jerónimo Martins tem agido, em Portugal, com total impunidade e privilégio

O Pingo Doce vendeu abaixo do custo no 1º de Maio, para esmagar a concorrência e prejudicar os consumidores no futuro.

OPINIAO | 2 MAIO, 2012 – 15:47 | POR CATARINA MARTINS

 

Polícias à porta dos supermercados, incidentes entre as pessoas que esperavam horas e horas, filas próprias de uma catástrofe natural. As imagens que ontem invadiram os televisores de todas as casas deram-nos conta de um país em estado de sítio e em estado de privação eminente.

O caos tomou conta do país porque a maior distribuidora do país decidiu oferecer descontos de 50% a quem fizesse compras superiores a 100 euros.

Dos 365 dias do ano, o Pingo Doce não encontrou melhor dia para fazer uma promoção sem precedentes em Portugal do que o feriado do primeiro de maio.

Um dia em que os trabalhadores tinham o seu descanso por garantido, mas em que se viram obrigados não só a trabalhar mais do que em qualquer outro dia, como a fazê-lo em condições indignas que puseram em causa a sua própria segurança e integridade física.

A escolha não foi inocente. Entendamo-nos. Não foi uma promoção publicitária, mas uma ação política para virar consumidores contra trabalhadores. E para marcar um ponto político, em favor da desregulação de horários e condições de trabalho, precisamente no dia do trabalhador.

No momento em que o Governo avança, como nunca, no sentido da desregulação do mercado trabalho, a mensagem foi clara. Os direitos dos trabalhadores são um empecilho para a economia e os interesses dos portugueses. Não são. Os consumidores, quando saem do Pingo Doce também são trabalhadores. E não há promoção que pague, a médio e longo prazo, o que perdem com a diminuição dos seus direitos.

Todos sabemos, e percebemos, que sabe bem poder poupar metade do que se gasta habitualmente na mercearia ou no supermercado. Mais a mais num país que, como nos disse hoje o Eurostat, tem mais 140 mil desempregados desde que o PSD e CDS chegaram ao governo. A reação popular é mais do que compreensível. Ela é, aliás, o sinal mais evidente da depressão económica em que o país se encontra mergulhado.

Podia esta campanha e reação popular ter tido lugar antes da crise social que vivemos? Podia, mas não era a mesma coisa. Nada obrigava a Jerónimo Martins a escolher este dia, ou alguém imagina que esta empresa seria capaz de organizar esta iniciativa no dia de natal?

Não, a força do simbolismo não escapou à distribuidora. Não contente com a desregulação dos horários de trabalho, decidiu invadir o caráter simbólico do primeiro de maio para humilhar e vergar quem entende que, contra a prepotência e repressão, cabe lugar à dignidade do trabalho.

Nada melhor, a este respeito, do que dar a palavra a quem sabe do que fala.

Já parou para pensar por que é que existem descontos? O desconto só existe para se poder baixar um preço que estava caro. Se ele já estivesse barato não eram preciso descontos, não é verdade? E com as promoções é a mesma coisa. O preço sobe e desce, sobe e desce”.

Quem assim explica, de forma simples e direta, como funcionam as promoções é o próprio Pingo Doce, num dos seus anúncios. Que fique pois claro: o que aconteceu ontem não foi uma promoção. Foi sim uma operação ilegal contra a concorrência e para pressionar os fornecedores.

Das duas uma. Ou o Pingo Doce vendeu ontem abaixo do custo, para esmagar a concorrência e prejudicar os consumidores no futuro, ou apresenta margens de lucro de 50% nos outros 364 dias do ano.

Como dizem os ideólogos liberais, tão do agrado do dono da Jerónimo Martins e deste governo, não há almoços grátis. A promoção de ontem vai sair cara, demasiadamente cara, aos consumidores e à economia.

O que a Jerónimo Martins fez foi vender abaixo do preço do custo. E quebrou a lei: porque ou vendeu com prejuízo, o que é ilegal, ou obrigou os seus fornecedores a venderem abaixo do custo, o que também é ilegal.

Perguntemos pois porque arrisca a Jerónimo Martins tal operação ilegal. Simplesmente porque sabe que este governo protege sempre os donos de Portugal. Dissemo-lo quando aqui debatemos a Lei da Concorrência: de nada vale uma lei que não belisca sequer a grande distribuição.

O Governo fechou os olhos. Criou uma plataforma para a autorregulação – a PARCA – que é parca de nome e de resultados. O Ministro da Economia chuta para a Ministra da Agricultura, a Ministra da Agricultura chuta para as calendas. A grande distribuição ri, impune, cada vez mais poderosa.

A prova da ilegalidade ontem cometida pela Jerónimo Martins exige que os fornecedores tenham capacidade para declarar o real custo dos seus produtos. Mas sabemos que a relação com o gigante da distribuição é tudo menos fácil; na Polónia este grupo foi já condenado por dumping de preços e práticas ilegais contra fornecedores.

Em Portugal as práticas repetem-se, vamos sabendo que as campanhas que supostamente promovem os produtos nacionais são, de facto, as campanhas do esmagamento dos produtores nacionais.

A imposição de contratos abusivos, do preço ao prazo de pagamento, passando pelas alterações constantes às condições contratuais tornou-se a regra e não a exceção.

Mas até agora a Jerónimo Martins tem agido, em Portugal, com total impunidade e total privilégio.

O Bloco de Esquerda entregou, hoje mesmo, dois requerimentos para ouvir o ministro da economia e a ministra da agricultura. É preciso ficar claro que o Governo vai garantir todas as condições à ASAE para investigar o sucedido.

O que aconteceu ontem põe a nu a verdadeira natureza deste grupo: humilhação dos consumidores, abuso sobre os trabalhadores, concorrência desleal, esmagamento da produção nacional. Todo o poder, nenhuma responsabilidade. O silêncio do Governo nesta matéria fala mais do que qualquer palavra. É a voz da cumplicidade ativa.


O Pingo Doce e a luta de classes

Posted by on May 3, 2012 in Uncategorized | No Comments

OPINIAO | 3 MAIO, 2012 – 00:06 | POR LUÍS LEIRIA

A promoção dos supermercados do grupo Jerónimo Martins neste 1º de Maio foi uma provocação motivada por interesses de classe. Um dos maiores grupos capitalistas do país não se ralou nada de perder algum dinheiro (para eles não é perda, é investimento) para destruir uma conquista dos trabalhadores: o direito de não trabalharem, e de receberem o dia, no feriado do 1º de Maio, o dia internacional dos trabalhadores.

Para executar esse ato de agressão, usaram uma arma que não é nova: aproveitaram-se das dificuldades sofridas por setores da população para virá-los contra os direitos dos seus próprios funcionários e contra aqueles que os defendiam, nomeadamente os sindicatos e os cidadãos que tinham apelado ao boicote às compras nesse dia.

A manobra tem a marca dos métodos de classe patronal e é usada desde os primórdios do capitalismo selvagem. Nos tempos em que o direito de greve não estava minimamente regulamentado, os patrões recrutavam batalhões de fura-greves entre os desempregados. Desesperados, sem meios de subsistência, estes trabalhadores muitas vezes prestavam-se à quebra de solidariedade com os grevistas, em troca de uns trocos pagos por aquele dia de trabalho a furar a greve. Os grevistas desprezavam-nos; mas a melhor resolução deste dilema, a longo prazo, foi regulamentar a lei da greve e proibir os fura-greves. A proibição dos fura-greves é uma conquista dos trabalhadores, conseguida à custa de muitos piquetes de greve, de muitos confrontos com a polícia e os seguranças patronais, de muitas recolhas de fundo de greve. Os capitalistas acabaram por ser forçados a engolir o direito de greve, mas não perderão nunca uma oportunidade desafiá-lo e de pô-lo em causa. A isto, por muito que haja quem considere este termo ultrapassado, chama-se luta de classes.

A promoção do Pingo Doce seguiu exatamente o mesmo método: quis garantir que todos os seus funcionários iam trabalhar no feriado; ao mesmo tempo, derrotar todos os que tinham apelado ao boicote às compras nas suas lojas naquele dia. Para isso, aproveitou-se das dificuldades que atravessam largas camadas da população trabalhadora, e até de pequenos empresários, que invadiram as suas lojas para comprar, comprar, comprar. Um desconto de 50% não é desprezível para quem tem um orçamento apertado; não é desprezível para ninguém.

O sr. Alexandre Soares dos Santos deu uma boa demonstração de consciência de classe – da sua classe, a dos capitalistas. Mostrou que esta classe está perfeitamente sintonizada com o governo (onde está a proibição do evidente dumping?). E que capitalistas e governo estão empenhados em destruir todas os direitos conquistados, na sua maioria, com o 25 de Abril. Sejam eles o direito a gozar os feriados, a ter subsídio de desemprego, a ter contratos trabalho, e um longo etc..

Alguns comentadores maravilham-se com a “brilhante jogada de marketing”. Seria risível, se não fosse triste. Foi de tal maneira evidente a manobra dos donos do Pingo Doce, que chega a ser confrangedor ouvir estas “opiniões” e outros dislates sobre a “sociedade de consumo”. Quem foi ao Pingo Doce neste 1º de Maio não comprou Ipads, telemóveis, plasmas, Mercedes, até porque não estavam à venda. Comprou comida.

Quanto ao resultado do marketing, desconfio que foi negativo. Mas estes senhores não se preocupam muito com isso. O marketing da sua fuga aos impostos para a Holanda também foi negativo. Mas sempre haverá a Fundação Francisco Manuel dos Santos para explicar “cientificamente” que o grupo que a financia é muito correto, dinâmico e moderno – e que está ao serviço de uma sociedade de “concertação”, onde “não há lugar para luta de classes” – esse termo “fora de moda”. Pois.